

Atendendo aos pedidos apresentados pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), decisão judicial determinou que a Prefeitura de Rio Sono adote providências urgentes para reestruturar o Conselho Tutelar local. A medida fixa o prazo de 30 dias para que a administração municipal comprove a aquisição dos materiais e equipamentos necessários ou apresente a comprovação do início do processo licitatório com seu respectivo cronograma.
A Ação Civil Pública
(ACP), ajuizada pelo promotor de Justiça João Edson de Souza, relata que o
prédio do órgão atua em condições físicas e operacionais precárias, o que
compromete o atendimento e a aplicação de medidas protetivas a crianças e
adolescentes da região.
Relatórios do Centro de
Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância, Juventude e Educação
(Caopije) do MPTO e imagens anexadas ao processo confirmaram graves problemas,
como: Goteiras no telhado e pintura deteriorada; falta de linhas telefônicas; computadores
quebrados e ausência de móveis básicos, como mesas, cadeiras e armários para
guardar documentos.
O promotor de Justiça
também ressaltou que faltam divisórias
físicas adequadas, o que impede a
realização de atendimentos simultâneos e privativos. Essa situação contraria
diretrizes fixadas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do
Adolescente (Conanda) e disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA), além da própria legislação municipal.
Itens
obrigatórios
Na análise liminar, a
Justiça acolheu os argumentos do MPTO sobre o risco decorrente da fragilidade
na prestação de serviços essenciais de proteção infanto-juvenil. Com isso, o
Município foi intimado a cumprir as obrigações impostas para garantir o funcionamento
regular da unidade.
Entre os itens pleiteados
pelo MPTO na ACP estão o fornecimento de armários de inox, mesas com gaveteiro,
computadores com nobreaks, impressora multifuncional, linhas telefônicas
exclusivas e suporte para despesas de custeio. A petição também requer a
disponibilização de um veículo de uso exclusivo para diligências e a composição
de uma equipe de apoio administrativo com assistente, auxiliar de serviços
gerais e motorista.
Consequências
e multas
O Ministério Público do
Tocantins requereu a fixação de multa diária no valor de R$ 1.000,00 em caso de
descumprimento das determinações solicitadas. Além disso, a decisão judicial
assinalou que a ausência de confirmação do recebimento da citação eletrônica
pelo município, sem justa causa, sujeitará o ente público à aplicação de multa
de até R$ 100 mil.
Histórico
O promotor de Justiça
instaurou um inquérito em 2024 após os conselheiros relatarem condições
precárias de trabalho, quando expediu ofícios e uma recomendação para alertar a
administração sobre as adequações necessárias. No entanto, relatórios técnicos
e vistorias confirmaram a persistência das irregularidades, o que motivou o
ajuizamento da Ação Civil Pública. (Da
Ascom MPTO)
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