

A candidata da coligação União pelo Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), projeta transformar a posição geográfica do Tocantins em vantagem econômica, com a implantação do Plano Tocantins Multimodal, novos corredores logísticos e maior participação da iniciativa privada em obras de infraestrutura. A proposta, que está no plano de governo da candidata, é definir eixos Norte-Sul e Leste-Oeste, integrar rodovias à Ferrovia Norte-Sul e ao potencial hidroviário e ampliar concessões e PPPs. O documento estabelece ainda como diretriz “ampliar os investimentos privados em infraestrutura por meio de concessões e PPPs”, com segurança jurídica, transparência e gestão dos riscos contratuais.
A estratégia acompanha o
crescimento da produção que precisa ser escoada. O Tocantins superou US$ 3
bilhões em exportações em 2025 - e caminha para ter um valor ainda maior em
2026 - mantendo-se como o terceiro maior exportador da Região Norte. A infraestrutura
ferroviária também ganhou força: o Terminal Rodoferroviário de Alvorada, ligado
à Norte-Sul, recebeu investimento privado de R$ 100 milhões e tem capacidade
para movimentar 1,5 milhão de toneladas de grãos por ano. A ferrovia completa
possui 2.257 km e permite conexão do Tocantins aos portos de Itaqui e Santos.
“Produção de qualidade não falta. Temos um agro pujante, com pessoas empenhadas
em trabalhar para o Estado e para o país. Nosso governo vai trabalhar para
melhorar as condições desse trabalho”, detalhou a candidata.
Pavimentação permanente
Nas rodovias, Dorinha
assegura a execução de um programa permanente de pavimentação e conservação com
contratos por desempenho, prioridade para vias que alimentam a Ferrovia
Norte-Sul e articulação com o governo federal para melhorar eixos como BR-153 e
BR-242. O plano determina ainda o inventário e a classificação de 100% das
pontes e obras de arte especiais estaduais, priorizando estruturas em situação
de maior risco. O Tocantins já investiu mais de R$ 600 milhões em obras
rodoviárias em 2024, demonstrando o peso dessa infraestrutura para o
desenvolvimento estadual.
Aproveitar melhor a
Ferrovia Norte-Sul e dinheiro para as obras
A proposta também busca
aproveitar melhor a Ferrovia Norte-Sul, melhorando acessos aos pátios e
estimulando terminais especializados em grãos e minerais, além de atrair
operadores e centros de distribuição para Porto Nacional, Palmeirante e Gurupi.
Estão previstas plataformas logísticas nas regiões de Palmas–Porto
Nacional–Paraíso, Gurupi e Araguaína, além de uma agenda para viabilizar a
navegação comercial no rio Tocantins e estudar terminais e portos intermodais,
incluindo Praia Norte.
Para financiar essa
expansão, o plano propõe combinar orçamento estadual, transferências federais,
operações de crédito, concessões e PPPs, reduzindo a dependência exclusiva dos
recursos do Tesouro. A experiência da própria Norte-Sul mostra o potencial dessa
estratégia: a concessão do trecho entre Porto Nacional e Estrela D’Oeste foi
firmada por 30 anos, com previsão de R$ 2,7 bilhões em investimentos privados.
Dorinha vai ampliar essa
lógica de parceria para criar infraestrutura capaz de acompanhar o crescimento
econômico e reduzir os custos de transporte e produção no Tocantins. “O que deu
certo no Brasil e no mundo pode ser aplicado no Estado, sempre respeitando
nossa realidade”, concluiu Dorinha. (Da Assessoria)
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