

Após a repercussão da restrição de trafego imposta na ponte sobre o Rio Tocantins, entre Pedro Afonso e Tupirama, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou oficialmente que o limite permitido para travessia é de 12 toneladas e não de 4 toneladas, como havia sido divulgado inicialmente.
A mudança consta em ofício
enviado pelo órgão à Prefeitura de Pedro Afonso na manhã desta terça-feira, 19.
No documento, o DNIT afirma que a medida faz parte de ações emergenciais
adotadas após inspeções técnicas identificarem sinais de comprometimento
estrutural na ponte da BR-235.
Segundo o relatório citado
pelo órgão, elaborado pela empresa LSE Infra, foram encontrados problemas
considerados de “grau de severidade emergencial”, com indícios de risco à
estabilidade da estrutura.
Diante disso, os técnicos
recomendaram uma série de medidas preventivas, entre elas a limitação do peso
dos veículos, controle de velocidade, operação no sistema “pare e siga” e
monitoramento contínuo da ponte até a conclusão das análises complementares.
O documento foi assinado pelo
superintendente regional do DNIT no Tocantins, Luiz Antonio Ehret Garcia, que
solicitou apoio da Prefeitura de Pedro Afonso para divulgar a situação
emergencial da estrutura à população e aos usuários da rodovia.
A ponte é uma ligação
estratégica para o transporte de pessoas e cargas na região centro-norte do
Tocantins e vem gerando preocupação entre produtores rurais, transportadores, a COAPA e o poder público da região,
especialmente por causa do escoamento da safra de soja e milho.
Na segunda-feira, 18, a
divulgação inicial da restrição para veículos acima de 4 toneladas provocou
reação imediata do setor produtivo, que alertou para risco de aumento no custo
do frete e dificuldades logísticas nas rotas alternativas.
A reportagem do CNN esteve no
local na manhã desta quarta-feira, 20, e o trânsito flui normalmente com
espera, em média, de até 10 minutos no sistema “pare e siga”.
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